Polícia Federal realiza operação contra grupo suspeito de contrabandear agrotóxicos proibidos na região
Investigação aponta atuação de organização criminosa nas fronteiras com Uruguai, Argentina e Paraguai; Justiça bloqueou até R$ 12 milhões em bens e contas
Publicado em 30/06/2026 às 11:16
Atualizado em 30/06/2026 às 11:24
Capa Polícia Federal realiza operação contra grupo suspeito de contrabandear agrotóxicos proibidos na região

Foto de Polícia Federal / Divulgação

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (30), a Operação Solo Puro, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada por importar e comercializar agrotóxicos proibidos no Brasil. A ação cumpriu oito mandados de busca e apreensão, sendo sete no Rio Grande do Sul, nas cidades de Palmeira das Missões, Boa Vista das Missões e Jaboticaba, e um em Santa Helena, no Paraná.

Por determinação da Justiça Federal de Rio Grande, também foram bloqueados até R$ 12 milhões em contas bancárias dos investigados. Além disso, houve o sequestro de bens móveis e imóveis e o cumprimento de nove medidas cautelares diversas da prisão.

Investigação começou após prisões em 2022

O inquérito teve início em 2022, após a prisão em flagrante de dois integrantes do grupo na cidade de Jaguarão, na fronteira com o Uruguai, durante uma ação da Brigada Militar. Na ocasião, foram apreendidos rádios comunicadores, facas, armas de fogo e uma carga de agrotóxicos proibidos no país.

A partir da análise dos celulares apreendidos, a Polícia Federal identificou indícios da existência de uma organização criminosa estruturada para introduzir os produtos ilegalmente no Brasil por meio das fronteiras com Uruguai, Argentina e Paraguai.

Segundo as investigações, o grupo continuou atuando mesmo após as prisões realizadas em 2022.

Herbicida proibido está entre os produtos contrabandeados

Entre os produtos comercializados ilegalmente estaria o Paraquat, herbicida de alta toxicidade cuja utilização é proibida no Brasil por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em razão dos riscos à saúde humana.

Os investigados poderão responder pelos crimes de contrabando, organização criminosa e lavagem de dinheiro, além de outros delitos que eventualmente sejam identificados no decorrer das investigações.

Fonte: Ramon Mendes - Jornalismo RP / Polícia Federal (PF)

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